Chegamos na Perinatal as 14:50 mais ou menos.
No caminho para a maternidade, liguei para a Rosângela (a enfermeira que me sorteou no curso de gestantes para ganhar o upgrade para a suite VIP) para informá-la que eu estava indo para a Perinatal. Ela me informou que o filho da Juliana Paes tinha acabado de nascer e que ela iria me colocar na suite ao lado da Juliana Paes! Muito chique eu! :)
No carro, as contrações começaram a ficar ritmadas. De 7 em 7 minutos com 45 segundos de duração. Segundo minha médica eu estava em franco trabalho de parto! :)
Quando chegamos na suite, ela fez o toque novamente: 5 cm de dilatação. Ela decidiu estourar a bolsa para ver se acelerava o trabalho e parto. Eram 15:30!
Depois que ela estourou a bolsa o intervalo diminuiu para 3 minutos. A cada contração eu ficava de cócoras e fazia força. Descemos para a sala de parto natural. Não parava de sair líquido e sangue de dentro de mim. E as dores estavam ficando cada vez piores. Ainda bem que elas acabavam e só voltavam 3 minutos depois!
Lá pelas 16:40 eu já estava achando que não iria conseguir! Estava muito fraca, com a vista escurecendo, sem forças, e com muita dor. Cheguei a dizer para minha médica que eu achava que não iria conseguir. E ela disse que assim que eu tomasse a anestesia tudo seria diferente. Eu estava sem comer nada desde 11 horas da manhã...sendo que não dormi direito e estava a mais de 24 horas com dor! Esse negócio de trabalho de parto é muito sinistro!
Lá pelas 17 horas, eu já estava com 7 cm de dilatação e o anestesista e a auxiliar chegaram. Fomos, então, para o centro cirúrgico e finalmente tomei a anestesia peridural contínua. Ufa! As dores passaram, minhas pernas ficaram dormentes, e meu corpo todo começou a coçar! Recobrei o ânimo e consegui fazer força.
A cada contração eu tinha que puxar uma barra de ferro que tinha em cada lado da cama. Puxava com toda a força que tinha, mas parecia que não era suficiente. Minha médica falava o tempo todo: "puxa o ferro!". Fiquei quase duas horas puxando o ferro!
Chegou uma hora que o parto não estava mais progredindo, porque Isabella estava em deflexão de grau 1 (só descobri isso depois). Ou seja, estava com a cabeça na posição errada (olhando um pouquinho para cima). A minha médica tentou colocar a cabeça dela na posição duas vezes, mas sem sucesso.
Percebi uma tensão no ar e perguntei como a gente poderia saber se a Isabella estava bem! Afinal, um dos motivos pelos quais fomos para a Perinatal é que lá tem um tococardiógrafo (aparelho que monitora continuamente o batimento fetal do bebê e as contrações da mãe). Mas ao que tudo indica, ninguém lá sabe operar o tal aparelho! Minha médica usou então o velho e bom sonar! Depois de uma tentativa frustada (o volume do aparelho estava no mínimo) e alguns minutos de tensão, finalmente escutamos o coração dela. O aparelho estava marcando 106! Oh oh! Ela estava sofrendo! Calma! Este batimento podia ser o meu batimento e não o dela. Colocaram o monitor cardíaco em mim, nada...não funcionava! Ai, meu Deus! Será que nada funciona neste lugar?! Vamos tentar de novo! Perfeito. O batimento estava ótimo! Só de escutar já sabíamos que estava tudo bem! Vamos continuar então! "Força! Puxa o ferro!" E nada do parto evoluir! E a anestesia estava passando e eu estava voltando a sentir as dores...Tenho que confessar que é mais fácil fazer força quando se esta sentindo dor. Parece que você quer se livrar logo dela!
Voltando. Minha médica decidiu passar o Fórceps Simpson para ajeitar a cabeça da Isabella. E deu certo! Ela tirou o fórceps e decidiu me dar um pouco de glicose 50% para me ajudar na hora de fazer força. Demorou mais uns 5 minutos, fiz força umas 3 vezes e ela saiu! Que alívio! Nasceu! Às 18:58 com 3130g e 48cm.
Glória a Deus!